Nutrologia, Propaganda e Comportamento

A propaganda sempre teve um papel – não é de hoje – na persuasão do mercado consumidor, a fim de criar uma visão favorável de produtos alimentícios. Ela tem pode ser fator complementar na fixação de comportamentos e hábitos de consumo. Sobretudo se o produto alimentício falar diretamente ao nosso paladar. Como no exemplo abaixo. Refrigerantes com alta carga de açúcares simples precisam de poucos “argumentos” para serem facilmente aceitos e, mais do que isso, procurados (já discutimos em postagens anteriores o impacto neuro-comportamental dos alimentos ultra-processados).

Apesar de nos soar datado, a chamada publicitária é feita com uma redação persuasiva para o mercado americano da década de 50-60. Não se iludam: estamos expostos aos mesmos argumentos persuasivos em nossa época, como o repositor para a atividade física, o refrigerante que é um estilo de uma geração, um bombom que é alegria pura, e por aí vai…

“Por que temos os mais jovens clientes no negócio? Este jovem cliente tem apenas 11 meses e não é – de longe – nosso cliente mais novo. Por que 7-Up é tão puro, tão saudável, que você pode dá-lo a bebês, e ficar com a consciência tranquila quanto a isso. Leia o rótulo de uma garrafa de 7-Up. Perceba que todos os nossos ingredientes estão listados. (Veja, isso não é obrigatório para refrigerantes – mas estamos orgulhosos de fazê-lo e imaginamos que você ficaria agradecido em saber). Aproveitando, Mamães, quando eles se tornarem maiores, e precisarem ser persuadidos a beberem leite, experimente o seguinte: coloque partes iguais de leite e de 7-Up, lentamente adicionado. É uma combinação saudável – e funciona! Faça de 7-Up a bebida de sua família… Você gosta dele… e ele gosta de você!”

Ref.: https://repository.duke.edu/dc/protfam/prfad02131