A Obesidade é o Novo Tabagismo

Autoridades sanitárias inglesas lançaram um campanha contra a obesidade. Se por um lado a tendência no aumento de casos de tabagismo está em declínio, o número dos casos de obesidade só cresce. A questão tem ganhado importante repercussão, inclusive nas páginas de grandes periódicos, sobretudo após a publicação do relatório Cancer Research UK (CRUK), que traz estatísticas muito eloquentes sobre a relevância do problema.

Referência:

https://www.theguardian.com/society/2019/jul/03/obesity-rivals-smoking-as-cause-of-cancer-uk-charity-warns

https://www.cancerresearchuk.org/

Combate à Obesidade e ao Risco Cardiometabólico no Ambiente Organizacional: Ações sobre o Indivíduo.

Algumas estratégias no nível individual podem ser utilizadas no ambiente organizacional para combate à obesidade e na redução do risco cardiometabólico. São elas a modificação comportamental, intervenções cognitivo-comportamentais (auto-monitorização, auto-reforço, aquisição de habilidades), educação em Saúde, prescrição de exercícios, auto-avaliação do risco e a combinação destes.

Este conjunto de intervenções tem sido testados tanto em sessões individuais quanto na forma de programas. O uso da Internet também tem se mostrado ferramenta útil nessa empreitada, sobretudo pela abrangência e pelo baixo custo.

As organizações são ótimos ambientes para implementação de medidas de saúde que se convertem não apenas em benefícios para os funcionários, mas também para a própria empresa.

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Referências: Thorndike AN. Workplace Interventions to Reduce Obesity and Cardiometabolic Risk Curr Cardiovasc Risk Rep 2011, 5(1): 79–85.

Gordura Visceral: Um órgão disfuncional na obesidade

Em indivíduos obesos, a capacidade de estocagem de gordura que surge na circulação após as refeições parece estar diminuída em relação a indivíduos magros, como se pode observar pelo comportamento de clearence na circulação dos quilomicrons (carreadores da gordura alimentar).

A figura do estudo referenciado mostra que mesmo nos momentos das refeições (linhas verticais tracejadas), os ácidos graxos livres não-esterificados (NEFA) não variam de modo importante, mostrando que não há mobilização maior destas reservas entre os obesos nos curtos intervalos entre as refeições.  Além disso, os níveis de triglicerídeos provenientes da alimentação perduram muito tempo na circulação. Este fato pode justificar a disponibilidade de gordura livre para deposição ectópica em tecidos como fígado, contribuindo para a evolução de esteatose hepática.

Figura: Concentrações plasmáticas arteriais de NEFA ou ácidos graxos não esterificados(A), Triglicerídeso TG (B), glicose (C), e insulina (D) in individuos magros (●) e com obesidade abdominal  (○).

Referência: McQuaid SE. Downregulation of adipose tissue fatty acid trafficking in obesity: a driver for ectopic fat deposition? Diabetes. 2011 Jan;60(1):47-55. doi: 10.2337/db10-0867. Epub 2010 Oct 13.